quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

contra um deus que não existe


sou um católico nostálgico. mesmo que Deus esteja morto ou em doença terminal, mesmo que seja um órfão de um pai que simplesmente nunca existiu, não posso por de lado a educação, a narrativa e os princípios que tive. não posso sequer ignorar que esse meu deus, terminal ou até morto, tem  neste mundo um representante simbólico vivo. um homem como eu, mas simbolicamente muito mais que eu. outros acreditarão em pais simbólicos de outra natureza. outros decidiram matar todos os pais, reais ou simbólicos, porque ainda não são crescidos o suficiente para serem pais de verdade. quer dizer, ainda não são suficientemente mestres para poderem matar o seu mestre dentro de si. e por isso odeiam tudo o que lhes cheire a um pai. eu não. seja esse pai real ou simbólico, morto ou em doença terminal, estou órfão.
está tudo em crise. pois está. e, por isso mesmo, esse pai faz cá imensa falta.


eu sou assim, e sinto-me assim. mas ao menos não ando, como muitos que por aí vejo, numa luta de vida ou de morte contra um deus que não existe.

2º contributo enviado ao GT-AAAO


Sobre a nova ortografia levanta-se novo acesso febril. Um grupo de algumas escassas dezenas de sujeitos, armados numa certa elite dona universal da Língua Portuguesa, e que ainda por cima não se envergonha da companhia que leva atrás, não para de lutar contra o interesse nacional e contra o interesse da Língua Portuguesa no mundo.
As contas são boas de fazer. Somos 240 milhões de falantes e escreventes da Língua. Mas só os brasileiros são quase 200 milhões. Quer dizer, o Brasil representa, pelo menos, 3/4 da Língua. Nós e os restantes, no máximo 1/4 (e deste 1/4, como é sabido, nem todos são bem-bem lusofalantes e muito menos bem-bem lusoescreventes).
É bom de ver que, no caso de não harmonizarmos as nossas normas escritas, se não houver uma norma comum, sempre que a nível internacional se tenha de escrever em Língua Portuguesa a norma utilizada será a brasileira. Isso já se verifica um pouco por todo o lado e até em documentos da própria União Europeia. Como é bom de ver, o Brasil não precisa de nós para nada. Manda até professores de Português para a África lusófona e para Timor Leste. Nós é que precisamos que o Brasil adira a um Acordo connosco. Caso contrário, ficaremos dependentes da norma brasileira. E é muito bem feito. 
Mas a insensibilidade (para não lhe chamar outra coisa) de certa elite portuguesa, que não tem vergonha do séquito que leva atrás, não chega lá. Prefere ser autocontemplativa, auto-suficiente e pequenina. E pior: ela já não argumenta, já não dá razões. Diz que a nova ortografia é "desconchavada", "pessimamente fundada" e "inútil". Isto apesar do número de empresas, serviços, organismos públicos e privados e órgãos de Comunicação Social que a usam sem qualquer problema ou dificuldade. Mas essa espécie de elite é assim: decreta e já está. É politicamente correta, insensível (para não lhe chamar outra coisa) e gravemente danosa para o País e para a Língua Portuguesa. 
Recentemente, vem essa elite com o "argumento" de que a nova ortografia é um mero ato de política. Ora, pois claro que é. A reforma de 1911 também o foi. Por sinal, um erro colossal, por ter modernizado a escrita sem ter consultado o Brasil, criando assim, do pé para a mão, duas normas para a mesma Língua. A nova ortografia é, de facto, uma realização de natureza política. Uma realização maior de uma política da Língua. 
E esta é, possivelmente, a última oportunidade de estabelecermos a harmonização das normas da Língua. Se a perdermos, seremos os “luxemburgueses” da Língua: defende-se o quintal, o dialeto, perde-se o mundo.


José Cunha-Oliveira

Médico
Coimbra

uma discussão absurda e extemporânea (contributo enviado ao GT-AAAO)



A discussão sobre o Acordo Ortográfica é ociosa e inútil. Quem é contra porque sim, porque lhe apetece, é contra porque sim, porque lhe apetece. Quem tem razões para ser a favor continua a ter as mesmas razões. E a principal delas é a defesa do papel da Língua Portuguesa no mundo, como veículo de comunicação internacional.
Mas apesar de toda a “argumentação” contra e de todos os argumentos linguísticos a favor, a questão não é técnica nem científica, é política.
De um lado estão os que defendem uma política da Língua isolacionista e provinciana, aqui e ali sombreada com um nacionalismo triunfalista do segundo terço do século passado; do outro lado, os que defendem uma política da Língua que respeite a igualdade entre todos os países e regiões da Língua, uma política que realce e defenda o seu lugar privilegiado no panorama linguístico do mundo, onde, por força das coisas, o Brasil representa [mais de] três quartos dos falantes.
Não existe Lusofonia com peso no mundo sem o Brasil. Por isso, é natural que uma política da Língua inclua obrigatoriamente o Brasil. Brasil que, ainda por cima, tem uma relevância económica e política mundial que Portugal não tem. 
O Brasil só precisa de nós para ser no mundo mais que uns meros 200 milhões de falantes de uma só Língua; nós precisamos do Brasil para termos a importância que significa falarmos a terceira Língua a nível mundial. Para isso, precisamos de uma norma escrita comum, que, por sinal, fomos nós a destrui-la com a iniciativa legislativa isolada dos republicanos de 1911.
Um século depois, chegou a hora de definir quem somos.
É a hora de atitudes políticas consistentes. É a hora de sermos portadores de uma Língua mundialmente importante ou de sermos uma língua sem qualquer relevância mundial. Os argumentos e as decisões são da política. É para isso que se quer a política.
Se ficarmos isolados, nós, os nove milhões e pico, mais os falsos milhões de certos países lusófonos onde a lusografia e a lusofonia está longe de ser a regra, representamos, na mais otimista das hipóteses, um quarto dos falantes. Ou seja, teremos a importância que merecemos.
Deixemo-nos de discussões ridículas e inúteis.
Claro que a nova ortografia é uma questão política, e não linguística. Uma questão política essencial. É claro que a longa preparação e a assinatura do Acordo, sua ratificação pela Assembleia da República e promulgação pelo Presidente da República foi uma obra política. Assim como é política a sua absurda e ridícula rediscussão.
Se o não fosse, por que razão alguns quereriam referendar uma questão “linguística”? Se o não fosse, por que motivo a Assembleia da República criaria uma Comissão, uma Subcomissão e um Fórum para discutir a coisa? E, já agora, pergunto: os votantes desse tal referendo são [todos] linguistas? os deputados são [todos] linguistas? os contristas são [todos] linguistas? os ignorantes são [todos] linguistas?
E como farão os contristas, se por desgraça tiverem suficiente força para fazer o impensável, quero dizer, voltar atrás? Como irão gerir a miríade de instituições, escolas, organismos do Estado, empresas, editoras e órgãos de comunicação social que já aplicam a nova ortografia? Vão mandar as tropas sobre eles? Vão obriga-los a obedecer? E como, se os contristas foram os primeiros a praticar a desobediência civil? Ir-se-ia, então, assistir a uma desobediência cívica maciça “a contrario”?
Andamos a brincar às ortografias?
A nova ortografia já fez, felizmente, suficiente caminho para ser respeitada e adotada, não só como elemento de lei que é, mas porque uma imensa gente a adotou e pratica.
Para que se faça uma pequena ideia do caminho percorrido pela nova ortografia em Portugal, aqui fica uma listagem, infelizmente incompleta, das entidades que seguem a nova ortografia. Pelos vistos, as dificuldades, impossibilidades, e inconsistências da nova ortografia ninguém as deteta quando a pratica.
Se isto não é um argumento, é o quê?


ADESÕES À NOVA ORTOGRAFIA:

ABA - Associação de Basquetebol de Aveiro,
A Bela e o Monstro Edições, Lda.,
A Bola,
A Cabra – Jornal Universitário de Coimbra,
Academia de Música de Oliveira de Azeméis,
Academia Internacional de Música Aquiles delle Vigne,
Ação e Tratamentos (revista do GAT).
Ação Missionária,
ACAPO - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal,
A Cores - Associação de Apoio a Crianças e Jovens em Risco,
Açoriano Oriental,
ACP - revista,
ADSE,
AEIOU,
AEP - Associação Empresarial de Portugal,
Agência Financeira,
Agência LUSA,
AGLP - Academia Galega da Língua Portuguesa (Galiza),
Águas de Coimbra,
Algarve Mais,
Algarve Notícias,
Amnistia Internacional - Portugal,
ANJE - Associação Nacional de Jovens Empresários,
APEL - Associação Portuguesa de Editores e Livreiros,
APPDA Coimbra,
Apple,
A.R.Andrade - Coimbra, 
Areal Editora,
ARS Algarve,
ARS Centro,
ARS Norte
Assembleia da República,
Associação Artística Vimaranense,
Associação Empresarial de Amarante,
Associação Empresarial de Paços de Ferreira,
Associaçom Galega da Língua (Galiza),
Associação Internacional Colóquios da Lusofonia.
Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar, 
Atrium Solum (Coimbra),
Audiência,
AutoFoco,
Auto hoje,
Autoridade Tributária e Aduaneira online,
AutoSport,
A Voz da Figueira,
A Voz de Cambra,
A Voz de Ermesinde,
A Voz de Loulé,
A Voz de Trás-os-Montes,
Azeite Gallo,
Banco BIC
Barclays,
Barlavento,
Bebé Vida,
Benfica TV,Bertrand Livreiros,
BES - Banco Espírito Santo,
Biblioteca da Figueira da Foz
Bike,
Bio - Canal (TV),
BlueTicket,
BMW,
Boletim de Notícias
Bulas dos medicamentos,
Catálogo IKEA,
Catálogo Yves Rocher,
Centro TV,
CidadeVIVA,
Closet magazine,
CM-TV,
Deco / Proteste,
Dicionário Estraviz (Galiza),
Diário da República,
Escolas,
O Despertar (Coimbra),
Jogos Santa Casa,
RTP,
SIC,
TVI,
CAE – Centro de Artes e Espetáculos – Figueira da Foz,
Calzedonia,
Canal Odisseia,
Clube de Ténis de Coimbra,
Câmara Municipal de Abrantes,
Câmara Municipal de Águeda,
Câmara Municipal de Alcobaça,
Câmara Municipal de Alcoutim,
Câmara Municipal de Alenquer,
Câmara Municipal de Alfândega da Fé,
Câmara Municipal de Aljustrel,
Câmara Municipal de Almada,
Câmara Municipal de Almeirim,
Câmara Municipal da Amadora,
Câmara Municipal de Amarante,
Câmara Municipal de Anadia,
Câmara Municipal de Ansião,
Câmara Municipal de Armamar,
Câmara Municipal de Arouca,
Câmara Municipal de Arraiolos,
Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos,
Câmara Municipal de Aveiro,
Câmara Municipal de Barcelos,
Câmara Municipal do Barreiro,
Câmara Municipal de Beja,
Câmara Municipal de Braga,
Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto,
Câmara Municipal do Cadaval,
Câmara Municipal da Calheta (Açores),
Câmara Municipal de Câmara de Lobos (Madeira),
Câmara Municipal de Caminha,
Câmara Municipal de Cantanhede,
Câmara Municipal de Carregal do Sal,
Câmara Municipal do Cartaxo,
Câmara Municipal de Cascais,
Câmara Municipal de Castelo Branco,
Câmara Municipal de Castelo de Vide,
Câmara Municipal de Celorico de Basto,
Câmara Municipal de Coimbra,
Câmara Municipal de Constância,
Câmara Municipal do Entroncamento,
Câmara Municipal de Espinho,
Câmara Municipal de Estremoz,
Câmara Municipal de Évora,
Câmara Municipal de Fafe,
Câmara Municipal de Faro,
Câmara Municipal de Felgueiras,
Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere,
Câmara Municipal da Figueira da Foz,
Câmara Municipal do Funchal,
Câmara Municipal de Gondomar,
Câmara Municipal da Guarda,
Câmara Municipal de Guimarães,
Câmara Municipal da Horta (Açores),
Câmara Municipal de Lagoa (Açores),
Câmara Municipal de Lagos,
Câmara Municipal de Lamego,
Câmara Municipal de Lisboa,
Câmara Municipal de Loures,
Câmara Municipal da Lousã,
Câmara Municipal de Mangualde,
Câmara Municipal da Marinha Grande,
Câmara Municipal de Matosinhos,
Câmara Municipal da Mealhada,
Câmara Municipal de Monção,
Câmara Municipal de Montalegre,
Câmara Municipal de Mortágua,
Câmara Municipal de Murça,
Câmara Municipal da Nazaré,
Câmara Municipal de Nisa,
Câmara Municipal de Odemira,
Câmara Municipal de Odivelas,
Câmara Municipal de Olhão,
Câmara Municipal de Ovar,
Câmara Municipal de Paços de Ferreira,
Câmara Municipal de Palmela,
Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra,
Câmara Municipal de Penacova,
Câmara Municipal de Peniche,
Câmara Municipal de Peso da Régua,
Câmara Municipal de Pinhel,
Câmara Municipal de Ponta Delgada (Açores),
Câmara Municipal de Portimão,
Câmara Municipal do Porto,
Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz,
Câmara Municipal de Resende,
Câmara Municipal de Rio Maior,
Câmara Municipal de Santa Cruz (Madeira),
Câmara Municipal de Sardoal,
Câmara Municipal de Sátão,
Câmara Municipal de Seia,
Câmara Municipal do Seixal,
Câmara Municipal de Serpa,
Câmara Municipal da Sertã,
Câmara Municipal de Sesimbra,
Câmara Municipal de Setúbal ,
Câmara Municipal de Silves,
Câmara Municipal de Tavira,
Câmara Municipal de Tondela,
Câmara Municipal de Torres Vedras,
Câmara Municipal de Vagos,
Câmara Municipal de Valença,
Câmara Municipal de Valongo,
Câmara Municipal de Vendas Novas,
Câmara Municipal de Vila do Bispo,
Câmara Municipal de Vila do Porto (Açores),
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira,
Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar,
Câmara Municipal de Viseu,
Câmara Municipal de Vizela,
Câmara Municipal de Vouzela,
Canal Discovery (TV),
Canal História (TV),
Cáritas Diocesana de Coimbra,
Cáritas Portuguesa,
Carros,
Casa das Letras Editora,
Casino da Figueira, 
Castelo de Vide InformAÇÃO,
Catálogo IKEA,
Catálogo Yves Rocher,
Centro Cirúrgico de Coimbra,
Centro Cultural de Belém - CCB,
Centro Cultural de Cascais,
Centro Cultural de Ílhavo,
Centro Cultural Palácio do Egipto - Oeiras,
Centro Cultural Vila Flor – Guimarães,
Centro de Formação Gaia Nascente,
Cerveja Sagres,
Cerveja Superbock,
CHUC - Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra,
CIP – Confederação Empresarial de Portugal,
Clínica Cirúrgica de Coimbra,
CNC – Centro Nacional de Cultura,
CHUC - Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra,
CIP – Confederação Empresarial de Portugal,
Círculo de Leitores,
CoimbraShopping,
Comércio do Seixal e Sesimbra,
Comissão Europeia,
Conservatório Regional de Coimbra,
Continente,
Correio da Beira Serra (Oliveira do Hospital),
Correio da Manhã,
Correio da Trofa,
Correio de Azemeis,
Courrier internacional,
Cosmopolitan,
CTT - Correios de Portugal,
Decathlon,
Destak,
Diário Atual,
Diário Digital,
Diário de Notícias,
Diário de Trás-os-Montes,
Diário do Alentejo (Beja),
Diário Insular,
Diário do Minho (Braga,)
DiariOnline,
Dica da Semana (LIDL),
Dinheiro Vivo,
Direção-Geral da Administração Escolar
Direção-Geral da Administração da Justiça 
Direção-Geral das Artes,
Direção-Geral de Alimentação e Veterinária,
Direção-Geral de Arquivos,
Direção-Geral da Educação,
Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares,
Direção-Geral do Orçamento,
Direção-Geral do Património Cultural,
Direção-Geral da Política do Mar 
Direção-Geral da Saúde,
Direção-Geral do Território,
Direção Regional de Cultura do Centro,
Disney COMIX,
Down Town, restaurants & Co.,
DREC - Direção Regional de Educação do Centro,
DREN – Direção Regional de Educação do Norte,
Editorial ASA,
Editorial Caminho,
Editora Areal,
Editorial Sextante,
EDP Comercial,
Editorial Presença,
Editorial Saída de Emergência,
Editorial Sebenta,
EFAPEL,
Elle,
EMAF,
EPUL,
ERA,
ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social,
Escolas do Ensino Básico,
Escola Superior de Enfermagem de Coimbra,
Escola Superior de Enfermagem de Lisboa,
Escola Superior de Enfermagem do Porto,
Esperança Salvar,
Estradas de Portugal 
Euronews,
Evasões,
EXAME informática,
Exploratório (Coimbra),
Expresso,
Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa,
FENPROF,
FPF 360,
Flickr,
FM Group,
FNAC,
Folha do Domingo,
Foz Plaza (Figueira da Foz),
FOX - canais TV,
Fundação ADFP - Miranda do Corvo,
Fundação Calouste Gulbenkian,
Fundação da Mata do Buçaco,
Fundação José Saramago,
Fundação Portuguesa de Cardiologia,
Fundação Serralves,
Gadget e PC (revista ),
Gailivro Editora,
GAT - Grupo Português de Ativistas sobre Tratamento de VIH/sida,
Gineco - Serviços Médicos de Imagem, S. A. (Porto),
Google,
GQ,
Grande Loja Legal de Portugal-GLRP
Greca, Artes Gráficas,
Grupeme,
Grupo de Capoeira Farol da Ilha - Coimbra 
Grupo Mota ENGIL
Grupo Musical Santa Cruz (Música Popular Portuguesa) - Póvoa de Varzim
Grupo SoftReis,
Guimarãse Arte e Cultura,
Hospital Veterinário Universitário de Coimbra,
Hotel da Música (Porto),
House Trends (Revista),
Idealmed (Coimbra),
Ideias de Ler Editora,
iMed,
ILTEC - Instituto de Linguística Teórica e Computacional
Imo,
Imperdível - Loja galego-portuguesa (Galiza)
IMTT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres,
INCM - Imprensa Nacional Casa da Moeda,
Independente de Cantanhede,
INFARMED,
InfoCaixa (Caixa Geral de Depósitos),
Inspeção-Geral da Educação 
Instituto Nacional de Aviação Civil,
INML – Instituto Nacional de Medicina Legal,
INSA - Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge,
iPorto – Agenda Metropolitana da Cultura
Instituo Politécnico de Coimbra
Instituto Superior Bissaya Barreto – Coimbra,
Instituto Superior Miguel Torga – Coimbra,
Interiores (revista),
J. C. Decaux,
Jornal da Bairrada,
JL - Jornal de Letras Artes e Ideias,
Jornal Açores 9,
Jornal das Caldas,
Jornal das Oficinas,
Jornal de Estremoz, 
Jornal de Notícias,
Jornal do Algarve,
Jornal do Centro (impresso),
Jornal do Fundão,
Jornal Médico,
jornal O Ponto (Vagos),
Jornal dos Profissionais de Cabeleireiro,
Joshua´s Shoarma Grill,
Jumbo,
KidZania,
La Redoute, 
Leiria Económica,
Leroy-Merlin,
LeyaBIS – Livros de Bolso,
Lidador notícias,
LIDEL,
Lidl,
Lilly,
Lions Clubs International - Distrito Múltiplo 115 Portugal,
Livraria Bertrand,
Livraria L.E.R. – Coimbra,
Lux,
MaisEducativa,
Mais Futebol,
Maria (revista),
McDonald's,
Médicos do Centro - revista da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos,
Mensageiro de Bragança,
Men''s Health,
MEO,
Metro,
Millennium BCP,
Mister Bob,
Moda Noiva/Moda Noivo,
Moncorvo Notícias,
Montepio,
Montes e Vales,
MultiÓpticas,
Mundo Português,
Município de Monção - Agenda Cultural,
Museu da Ciência – Universidade de Coimbra,
Museu da Eletricidade (Fundação EDP),
Museu Interativo (Fátima),
Museu Machado de Castro (Coimbra),
MyMedicineOne,
National Geographic (Canal TV),
Nestlé,
Netfarma - portal dos profissionais do setor farmacêutico,
NewsBBC Portugal
Nintendo,
Norauto,
Notícias ao Minuto,
Notícias de Coimbra,
Notícias do Centro,
Nova Cozinha Tradicional,
Novo Banco,
NOVOTECNA - Associação para o Desenvolvimento Tecnológico,
OA - Boletim da Ordem dos Advogados,
Observador,
O Conquistador,
O Despertar,
O Gesto – Revista semestral institucional da Santa Casa da Misericórdia de Galizes,
O Interior,
Oje,
O Jogo,
Olhares - Revista do Centro Cirúrgico de Coimbra,
O Notícias da Trofa,
O Portomosense,
Optivisão,
Ordem dos Engenheiros,
O Teatrão - Oficina Municipal de Teatro – Coimbra,
Paixão pelo Vinho (Revista),
Parques de Sintra - Monte da Lua SA,
Parques e Vida Selvagem,
Patriarcado de Lisboa,
Perfumes & Co,
PGL - Portal Galego da Língua (Galiza)
Plátano Editora,
portal médico Univadis - serviço MSD,
Portal Net Madeira,
Portfolio da Volvo,
Porto Canal,
Porto Editora,
Porto 24,
Portugal Telecom,
Presidência da República,
Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida,
publicidade da Mercedes Benz,
Qualidade & Inovação,
QuatroQuatroDois (revista),
Quero Saber (revista)
Quetzal Editora,
quinzenário Trevim (Lousã),
Rádio Campanário,
Rádio Elvas,
Rádio Popular,
Real Associação de Lisboa,
Raiz Editora,
Reconquista,
Record,
Rede Globo Portugal,
Região Bairradina (quinzenário),
Revista ACP,
Revista BUSINESS Portugal,
Revista Crítica de Ciências Sociais,
Revista CX – Caixa Geral de Depósitos,
Revista do Exército,
Revista dos Pneus,
Revista EMPIRE – versão portuguesa,
Revista Interações- ISMT – Coimbra,
Revista Lusófona de Educação,
Revista LUX,
Revista LuxWOMAN,
Revista Mulher,
revista Nexpresso,
Revista Nova GENTE,
revista Pais & Filhos,
revista Panda (Canal Panda),
revista Super Bebés,
Sabor e Inspiração (MAKRO),
Santa Casa da Misericórdia de Anadia,
Santa Casa da Misericórdia de Faro,
Santa Casa da Misericórdia de Galizes,
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa,
São João da Madeira - Boletim municipal 
Sapo, 
SEAT,
Sindicato dos Professores do Norte,
Sociedade Portuguesa de Senologia,
Sol,
SONAE,
Sony,
Sport Life,
Sport TV 
Sport Zone,
SRIJ - Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos,
Staples,
Stratosphere (revista),
Sul- Informação,
SUPERinteressante,
TAGV - Teatro Académico Gil Vicente - Coimbra,
TAP Air Portugal,
Teleculinária (revista),
Texto Editora,
Timberland,
Tinta Fresca - Jornal de arte, cultura e cidadania,
TLC Canal (TV),
Toyota Caetano Portugal,
Transdev,
Tribuna Alentejo,
Tribunal Constitucional, 
TSF,
Turbo,
Turismo de Portugal,
TV Mais,
TV do Minho,
TV 7 dias,
Uncanny - Revista de Filosofia e Estudos Culturais,
Universidade Aberta,
Universidade do Algarve,
Universidade de Aveiro,
Universidade da Beira Interior (Covilhã),
Universidade Católica Portuguesa,
Universidade de Coimbra,
Universidade de Lisboa,
Universidade da Madeira,
Universidade do Porto,
Universidade Lusófona,
Universidade Portucalense,
UTAD – Universidade de Trás os Montes e Alto Douro,
Victoria Seguros,
Vida Económica,
VIP,
Visão,
Viseu - revista municipal,
Viver Azeméis – Agenda Cultural,
Vodafone,
Vogue (revista),
Voz das Misericórdias,
Windows 10,
Zeótica (Coimbra),
Zoom - fotografia prática (revista)



e os Blogues, Páginas e Grupos :

- ACEGIS
- Acordo Ortográfico: o que muda?
- A Estátua de Sal
- À Falta de Melhor
- A Favor do Acordo Ortográfico
- AICL - Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia
- A Lâmpada Mágica
- Alentejo em Linha
- Aleteia
- Alpendre da Lua
- A Partir Pedra
- Aqui e Agora
- As Faces da FLUC, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
- ASJP (Associação Sindical dos Juízes Portugueses)
- As Minhas Leituras
- Aspirina B
- Assesta - Associação de Escritores do Alentejo
- A Terceira Noite
- Aventar
- Babel - livros do mundo
- Blogue do IILP,
- Boas Notícias - um mundo em crescimento
- Canal Superior
- Casa Agostinho da Silva
- Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
- Círculo Edições (Gz.)
- Crónicas do Professor Ferrão
- Dádivas
- De Cá e de Lá
- Democracia das Falácias
- Desperta do Teu Sono (Gz.)
- Diário Agrário - Agronotícias Portugal
- Dispersamente...
- Do Alto da Minha Gávea
- Do Brasil e de Portugal
- D'Silvas Filho
- Duas ou Três Coisas
- Em Letra Miúda
- Em Português Grande
- Escola Secundária da Ramada
- Escrever é Triste
- Escritas e Falares da Nossa Língua
- Esquerda.Net
- Eu Acuso.
- Eu Sou a Favor do Novo AO da Língua Portuguesa,
- Eventos e Espetáculos
- Glossário Toponímico - Galiza, Portugal e Brasil
- Gota de Água
- História Dentro
- ILoveAlfama
- Inclusão e Cidadania
- In Dancing Shoes - tudo sobre dança em Portugal
- inÉPCIA
- Jornal de Coimbra
- Jornal do Centro (online)
- Jugular
- Koroshiya Itchi
- Lavandaria
- Letras e Conteúdos
- Louzanimales
- Lusofonia
- Maria Capaz
- Mente Livre
- MEO Blogue
- Morangueiro
- MoimentaNaNet
- Muro das Lamentações
- Museu da Ciência da Universidade de Coimbra
- Net emprego
- Nós na Rede
- Notas de Circunstância 2
- O Cérebro da Política - Joana Amaral Dias
- O Economista Português
- Ola Biblioteca
- O Meu Olhar (sobre Guimarães)
- O País do Burro
- O Palhetas na Foz
- Os Bichos
- O Último Padrinho
- OutrasPalavras
- Página Global
- Ponte Europa
- Porta-Livros
- Porto.
- Portugal Faz-lhe Bem
- Quadro Preto Riscado a Giz
- Quintus
- Rabanadas de Escrita
- Risco Contínuo
- Sara Liquid Projects
- SIC Blogue
- Somos pela Implementação Urgente da Reforma Ortográfica em Portugal
- Teatro Passagem de Nível
- Terra Imunda
- Testemunhocular
- Toponímia Galego-Portuguesa e Brasileira
- Travessa do Fala-Só
- 365 forte
- Tribuna Alentejo
- 31 da Armada
- tudo em minúsculas
- Ventos da Lusofonia
- Ventos Semeados
- Viagem das Letras
- ZAP.aeiou



(Lista em atualização. Não estão incluidas as [muitas] câmaras municipais, organismos públicos e privados, empresas e sindicatos e centrais sindicais e patronais que se encontram em período de transição e que, portanto, praticam as duas ortografias em 2013).

Coimbra, 27 de fevereiro de 2013

José Cunha-Oliveira
Médico

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

celibato, virgindade, sexo e género

metendo a foice em seara alheia, apetece-me falar do celibato dos padres católicos. cælibatus, em latim, significa "não casado", por oposição a coniugalem, "com jugo [matrimonial]". o celibato é uma coisa, a virgindade é outra. a Igreja Católica deve muito do seu poder e da sua riqueza a esse regime de celibato imposto ao clero, na medida em que, não sendo casado, o sacerdote ou bispo ou cardeal ou papa não transmite os bens da Igreja aos filhos, dispersando a riqueza da instituição. esse é um ponto. outro ponto é a questão sexual. os padres são homens como quaisquer outros e, por conseguinte, sujeitos às mesmas leis da natureza. 
claro que sou favorável à liberdade de afirmação sexual dos padres, mas isso não significa que o livre acesso dos padres ao "mercado do sexo" vá melhorar nem piorar a situação dos "escândalos sexuais". o "monstro belga" não é padre, o "violador de Telheiras" não é padre e os indiciados do "caso Casa Pia" também não são padres. 
por outro lado, os sacerdotes e pastores de outras confissões cristãs não parece que tenham o comportamento exemplar que se esperaria de sacerdotes casados.
temos que nos conformar com a natureza humana, tal qual ela é. 
e um outro ponto ainda é a questão de género. embora eu ache que as mulheres deveriam poder exercer o sacerdócio, nada indica que uma sacerdotisa se conduzisse sexualmente "melhor" que um homem. e nada impediria uma Papisa de ser uma espécie de Catarina da Rússia. 
o mesmo com os homossexuais das várias preferências. 


as coisas são como são. casamento é uma coisa, sexo é outra e género é ainda outra. e outra é o sacerdócio. e outra ainda, e pior, são as ciladas e rasteiras que se costuma pregar a pretexto do sexo quando se pretende liquidar alguém. e que tal aceitarmos as pessoas como elas são e deixarmo-nos de sermões moralistas de uns para os outros?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

por uma política da Língua

a discussão sobre o Acordo Ortográfica é ociosa e inútil. quem é contra porque sim, porque lhe apetece, é contra porque sim. porque lhe apetece. quem tem razões para ser a favor continua a ter as mesmas razões. 
a questão não é técnica nem científica, é política. 
de um lado estão os que defendem uma política da Língua isolacionista e bacoca, aqui e ali sombreada com um nacionalismo triunfalista do segundo terço do século passado; do outro lado, os que defendem uma política da Língua que respeite a igualdade entre todos os países e regiões da Língua, uma política que realce e defenda o seu lugar privilegiado no panorama linguístico do mundo, onde, por força das coisas, o Brasil representa [mais de] três quartos dos falantes. 
não existe Lusofonia com peso no mundo sem o Brasil. por isso, é natural que uma política da Língua inclua obrigatoriamente o Brasil. Brasil que, ainda por cima, tem uma relevância económica e política mundial que Portugal não tem. 
o Brasil só precisa de nós para ser no mundo mais que uns meros 200 milhões de falantes de uma só Língua; nós precisamos do Brasil para termos a importância que significa falarmos a terceira Língua a nível mundial. para isso, precisamos de uma norma escrita comum, que, por sinal, fomos nós a destrui-la com a iniciativa legislativa isolada dos republicanos de 1911. 
um século depois, chegou a hora de definir quem somos. 
é a hora de atitudes políticas consistentes. é a hora de sermos portadores de uma Língua mundialmente importante ou de sermos uma língua sem qualquer relevância mundial. 
os argumentos e as decisões são da política. é para isso que se quer a política. 
se ficarmos isolados, nós, os nove milhões e pico, mais os falsos milhões de certos países lusófonos onde a lusografia e a lusofonia está longe de ser a regra, representamos, na mais otimista das hipóteses, um quarto dos falantes. ou seja, temos a importância que merecemos. 
deixemo-nos de discussões ridículas e inúteis. claro que a nova ortografia é uma questão política, e não linguística. uma questão política essencial. 
é claro que a longa preparação e a assinatura do Acordo, sua ratificação pela Assembleia da República e promulgação pelo Presidente da República foi uma obra política. assim como é política a sua absurda rediscussão. 
se o não fosse, por que razão alguns quereriam referendar uma questão “linguística”? se o não fosse, por que motivo a Assembleia da República criaria uma Comissão, uma Subcomissão e um Fórum para discutir a coisa? 
já agora, pergunto: os votantes desse tal referendo são [todos] linguistas? os deputados são [todos] linguistas? os contristas são [todos] linguistas? os ignorantes são [todos] linguistas?


pois é, a nova ortografia é uma questão essencial de política da Língua...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

escândalos sexuais

numa era marcada pela liberdade sexual, os escândalos sexuais sucedem-se a um ritmo vertiginoso. e quase sempre se caraterizam por bruscas descidas do pedestal da fama, da importância política, do poder pessoal. atingem pessoas muito ricas, muito importantes, muito influentes ou em ascensão, e organizações ou instituições com poder regulador ou normativo. são muito pouco vulgares os escândalos sexuais de gente pobre ou pouco importante ou de organizações, associações ou clubes de bairro. um escândalo sexual faz mais estragos que toda a panóplia de argumentos racionais. um escândalo sexual, habitualmente exagerado e carregado de má fé, faz mais estragos do que todo o bem que façam ou tenham feito as pessoas ou instituições ou organizações envolvidas. faz mais estragos que um tiro na cabeça ou que uma bomba na sede. destroi a vida interna, corroi a credibilidade, destroi a existência.
sei da história de um jovem padre zeloso, honesto e cumpridor, que foi assediado sucessivamente sem êxito para que fizesse ou permitisse fazer coisas que o cânone e a sua consciência o impediam de fazer ou de deixar fazer. a vingança não se fez esperar. mas pode não ser um padre, pode bem ser um professor, um médico, ou até um pai e um avô.
e na verdade, a maior parte dos escândalos sexuais nem sequer são escândalos. são vinganças, armadilhas, alegações falsas, jogos de aparências. e quando, ainda assim, correspondem a qualquer facto, as mais das vezes são factos e práticas da esfera da liberdade sexual comum.
numa era marcada por essa mesma liberdade sexual, os escândalos sucedem-se a um ritmo vertiginoso. e eu já não consigo aturar a hipocrisia dos novos moralistas.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

assédio sexual

descontando a minha desconfiança em relação às queixas de "assédio sexual", que muitas vezes obedecem a motivações obscuras, é sempre uma maçada ler notícias dessas. e em especial quando se referem a padres católicos, vinculados ao voto de celibato. não creio que o problema se resolva por si só com o fim do celibato dos padres. como é sabido, há muita gente que nem é sacerdote, nem está vinculado ao celibato, ou nem sequer é religioso, e não se livra desse tipo de queixas nem do tipo de reações que elas provocam. 
o crivo das motivações que levam alguém a queixar-se de outrem sob pretextos sexuais tem que ser muito bem calibrado. podemos sempre estar perante um [vingativo] assassinato de caráter. irremediável, portanto. o que aqui deixo escrito não se refere a nenhum caso concreto, antes traduz uma visão distanciada da matéria genérica em questão. pelo que lamento profundamente a prontidão com que certos intérpretes apressados da alma humana avançam com explicações, diagnósticos e soluções. e se houver mais necessidade de explicar o motivo das queixas do que a matéria das queixas em si, seja ela referente a padres, seja referente a leigos, seja referente a quem nem sequer tem nada que ver com religião?

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

argumento, má fé ou ignorância?

um argumento espetacular contra a nova ortografia consiste em que para se escrever em Castelhano ou Alemão ou noutra língua na internet é necessário escolher a respetiva variante (de Espanha, da Argentina, do México; da Alemanha, da Áustria, da Suiça; etc). logo - diz-se - o Acordo Ortográfico é inútil. mais uma vez confunde-se ortografia, ou seja a maneira de escrever as palavras, com variantes da língua, sua prosódia e seu léxico. por exemplo, o uso preferencial do gerúndio no Brasil é uma coisa, escrever o verbo na sua forma de gerúndio é outra. dizer "estou escrevendo" ou "estou a escrever" é uma dicotomia que pode levar a escolher uma variante da Língua na internet. mas que não tem qualquer relevância para a ortografia. é difícil ultrapassar a má fé e a ignorância. mas o que mais doi é essa luta insensata contra os nossos interesses. os hispanófonos usam uma única ortografia; os germanófonos - com a exceção "aportuguesada" dos luxemburgueses - também. talvez eles saibam coisas que os nossos contristas não sabem. talvez eles saibam que a harmonização das ortografias é uma coisa importante para a afirmação das suas línguas no mundo.

sebastianismos

vejo por aí propostas de "alternativas" políticas que me assustam. começando a desfiar as pontas das suas possíveis consequências, o resultado é medonho. mas alguns têm um jeito imenso para fazer o embrulho. tanto jeito, que quem os ouve e lê pode cuidar que dizem exatamente o contrário do que realmente dizem. os grandes sebastianismos são assim. o nevoeiro não os deixa ver nitidamente.