tenho visto por aí uns cartazes que apelam à adoção de animais. está bem. não havendo outras prioridades, até que é uma ideia simpática.
mas depois dizem: "e esterilize-o".
e aí a minha cabeça estala.
afinal o amor não é pelos animais, é pelo animal adotado. quero dizer, pelo bibelô que mexe.
até dizem as más línguas (ele há-as a propósito de tudo) que os bichinhos são adotados não para nós gostarmos deles mas para eles gostarem de nós.
sexta-feira, 20 de junho de 2014
ilgas e besilgas
por que razão @ ILGA, a LGBT e aparentados não se constituem em partido político, em lugar de utilizar os partidos "generalistas", designadamente o PS, como barrigas de aluguer?
na CDU (PCP+Os Verdes) há um partido, "Os Verdes", que tem mais de vermelho que de verde.
mas no PS há Ilgas que são mais ilgas que PSs, quero dizer, mais ilgas que socialistas ou sociais-democratas.
a questão não é de somenos.
é que ilgas e besilgas sentem-se no direito de contestar ou condicionar as escolhas de candidatos à Presidência da República, dentro do partido em que "militam", designadamente o PS.
estão no seu direito. mas que o façam pelo valor que têm. como partido próprio, não em barrigas de aluguer.
assim, comportam-se como um partido "especialista" parasita de um partido "generalista".
assim, comportam-se como um partido "especialista" parasita de um partido "generalista".
eu não sou contra nem "fóbico" (como agora se diz) seja do que for, não sou é suporte de causas que não são as minhas. eles que exprimam a opinião que têm, que eu trato de exprimir as minhas.
na verdade, @ ILGA tem todo o direito de existir, expor as suas opiniões e lutar por elas. a democracia é isso. mas confundir @ ILGA com um partido político "generalista", ainda que a título de opinião individual, é não só estapafúrdio como suicida.
pessoalmente, não tenho nada que ver com as opiniões d@ ILGA, nem a favor nem contra, nem antes pelo contrário. digo é que em questão de defesa dos direitos das mulheres, por exemplo, a ILGA, felizmente, está muito longe de ter o exclusivo. creio até não cometer nenhum erro de apreciação se disser que em Portugal já nem existe ninguém que os não defenda.
e é por essas e por outras que não há PS que me valha.
faz maus negócios...
terça-feira, 17 de junho de 2014
liberdade de expressão
em questão de direito de livre expressão e democracia, há que ter em conta as opiniões, os palpites e as bocas.
as bocas são as que eu gosto mais de ler e de ouvir. não têm fundamento nenhum, apeteceu dizer e pronto. já os palpites inspiram-me algum temor reverencial, porque vem do fundo do irracional e eu fujo do irracional como o diabo foge da cruz.
finalmente, as opiniões: são terríveis, porque juntam um pouco de boca com um cheirinho de palpite e uma enorme carga de informação e racionalidade.
e ainda por cima temos que as respeitar.
as bocas são as que eu gosto mais de ler e de ouvir. não têm fundamento nenhum, apeteceu dizer e pronto. já os palpites inspiram-me algum temor reverencial, porque vem do fundo do irracional e eu fujo do irracional como o diabo foge da cruz.
finalmente, as opiniões: são terríveis, porque juntam um pouco de boca com um cheirinho de palpite e uma enorme carga de informação e racionalidade.
e ainda por cima temos que as respeitar.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
o estranho casal McCann
o casal McCann tem-nas boas: levanta um processo de indemnização a Gonçalo Amaral no valor de € 1 200 000 e queixa-se de que o malvado, de propósito e à má fé, só entregou na manhã das alegações finais o pedido de renúncia ao seu advogado, fazendo-os, vejam lá, perder dias de trabalho, ter despesas de avião e hotel, táxis, tapas, bebidas e taxes free, e deixar os filhos não sei a quem.
de facto, o Gonçalo podia ter feito isso antes, a tempo de evitar tanto sofrimento e tantos incómodos e despesas ao pobre coitado do british couple.
mas não quis.
e está no seu pleníssimo direito.
quem levantou o processo não foi ele, foram os McCann.
que se amanhem.
e que deus tenha piedade deles, porque eu estou-me nas tintas.
e que deus tenha piedade deles, porque eu estou-me nas tintas.
domingo, 15 de junho de 2014
o avião abatido
a estória do avião militar ucraniano abatido pelos separatistas pró-russos faz-me pensar.
o avião militar, como é normal, levava militares lá dentro, os quais, malvadamente, também foram abatidos. se o avião fosse pró-russo seria abatido também com militares lá dentro. mas desta vez, a morte dos militares seria normal, uma consequência direta da guerra. quiçá, com toda a probabilidade, um feito heroico da alma nacional ucraniana, seja isso o que for.
mas a questão, porém, não é essa.
é a forma como hoje os jornalistas e os mídia dão as notícias.
é a forma como hoje os jornalistas e os mídia dão as notícias.
não são capazes de relatar coisa nenhuma de uma forma descomprometida, de um jeito independente, sem "parti pris".
hoje, a primeira coisa a saber em qualquer notícia é quem a dá e a que fação pertence.
porque se pertence à fação dos "bons", de certeza que os "maus" só fazem barbaridades.
post scriptum: os "bons" quando querem abater um avião recolhem primeiro a tripulação militar, oferecem-lhe um copo, e só depois abatem o avião. e assim é que deve ser. mas com os "maus" é a selva: abatem tudo de uma vez.
post scriptum: os "bons" quando querem abater um avião recolhem primeiro a tripulação militar, oferecem-lhe um copo, e só depois abatem o avião. e assim é que deve ser. mas com os "maus" é a selva: abatem tudo de uma vez.
domingo, 8 de junho de 2014
tempestades.
há que ter calma, bom feitio e, se possível, experiência.
não se combate uma tempestade com outra.
o bom é abrigar-se e deixá-la passar.
durante as tempestades pode fazer-se mais estragos fazendo alguma coisa do que não fazendo nada.
e, depois, é sempre o mesmo: no fim da tempestade vem a bonança.
e aí é que se vê quem cometeu mais erros ou fez mais coisas acertadas enquanto a borrasca durou.
até porque as tempestades nunca são connosco, são sempre questões entre as forças da natureza.
e digo isto porque às vezes troveja.
não se combate uma tempestade com outra.
o bom é abrigar-se e deixá-la passar.
durante as tempestades pode fazer-se mais estragos fazendo alguma coisa do que não fazendo nada.
e, depois, é sempre o mesmo: no fim da tempestade vem a bonança.
e aí é que se vê quem cometeu mais erros ou fez mais coisas acertadas enquanto a borrasca durou.
até porque as tempestades nunca são connosco, são sempre questões entre as forças da natureza.
e digo isto porque às vezes troveja.
a malga de arroz ou a complementaridade das culturas.
certo dia, um homem com ar triste depositava flores no túmulo da esposa recentemente falecida.
nisto, chegou um chinês sorridente, que gentilmente colocou uma malga de arroz, com dois pauzinhos, na campa ao lado.
confuso, o homem das flores perguntou:
- desculpe a minha curiosidade, mas por que razão é que você trouxe essa malga de arroz e os dois pauzinhos?
- é para alguém que tenha morrido há pouco tempo.
- o senhor espera mesmo que algum morto venha comer o seu arroz?
- claro que sim, quando o seu ente querido vier cheirar o perfume das flores...
(adaptado de uma estória publicada na internet sem menção de autor)
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